domingo, 22 de abril de 2012

ON/OFF

A vida debocha da cara das suas peças. Ignorantes peças que acreditam estar no comando.
Burle os 'termos de uso': seja menos que brilhante no trabalho, falhe na educação dos filhos, ligue pro gato no dia seguinte... As regras existem para manter a ordem, a transgressão, para sairmos do comodismo. "Sem transgressão não há evolução". No entanto, não há transgressão sem retalhação... Talvez daqui um tempo, com a humanidade (ou nosso umbigo) mais acostumados com a ideia do novo, possamos colher algum fruto. Até lá, acostumemo-nos com a ansiedade puncionando a gastrite.
A condenação a um pensamento pobre, pequeno. Poucos estão dispostos a sair da caixa. 
Progresso... será? As mulheres se livraram do stigma de eternas donas de casa, do não direito ao voto e em contraponto conquistaram a "obrigação" de serem profissionais competentes, magras e opositoras da formação de família antes dos 30. Os homens, além de sempre atualizados, firmes e bem sucedidos, também precisam ser sensíveis e com alguns dotes domésticos. Ninguém pode fraquejar, porém, se acontecer, temos tarjas pretas e psicanalistas excelentes. As regras estão aí, expostas ou subliminarmente instaladas em "valores". E não é porque você não concorda com o novo semáforo que poderá ultrapassá-lo.
O que falta nas pessoas é sutileza. Perspecção dos detalhes da vida. Menos soldadinhos seguindo o comando. Falta questionamento. Falta respirar mais fundo. Falta mais "dane-se". Sentir mais e pensar menos.
Falar sem medo de chocar. A instalação do politicamente correto calou o mundo das grandes sacadas e então caminhamos nessa pseudo-liberdade enclausurada em ideais... e 'é muito ideal pra pouca ideia'.

Uma alienação confortável.

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