quinta-feira, 28 de abril de 2011

...

"É como se você tivesse mil motivos para sorrir e ser feliz, e apenas um para chorar. E, de alguma forma, esse motivo consegue se sobressair todos os dias.
É como se mil pessoas se importassem com você, menos uma. E, de alguma forma, era a única que você necessitava que se importasse. Porque você se importa com ela mais que tudo."

(Caio Fernando Abreu)


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aviso:

Comunicado aos amigos e leitores queridos desse blog:


Obrigada pela compreensão! =)
Beijoka!


terça-feira, 26 de abril de 2011

Considerações sobre Comunicação.

A pessoa que parece ter formiga na cadeira e não consegue ficar parada, além de trabalhar (em três lugares), ser metida a bailarina, querer manter um blog pessoal e (tentar) ser dona de casa, também resolveu estudar. Sim, depois de cinco anos que me formei, volto às salas de aula pra estudar Comunicação. Nunca pensei que discutir semiótica por horas fosse tão divertido!
Como toda boa nerd que ultrapassa os limites da sala de aula e passa a analisar tecnicamente tudo, hoje parei pra pensar na importância da (boa) Comunicação na nossa vida. Parece um assunto meio óbvio, mas na verdade não queria fazer uma análise técnica, mas sim humana, com todas as inseguranças e deslizes que isso pode trazer.
Nunca fui exatamente um exemplo em oratória, mas também nunca desmaiei ao falar em público. O engraçado é que, dependendo do público, a gente trava. Li isso ontem, se não estamos seguros o suficiente quanto ao que vamos dizer, o tipo de público nos intimida. Falo o tipo de público porque quando sabemos que são pessoas leigas, nos sentimos mais à vontade pra bancar o bam-bam-bam e discursar por horas. Mas quando se trata de um público que domina o assunto, ele domina você também, e só um orador muito seguro pra encarar e realizar essa missão.
Passemos tal situação pra nossa vida, cotidiana. Quando precisamos muito falar com alguém, tendo essa pessoa uma importância relevante pra nós, e estando inseguros quanto às nossas certezas, trava. Não sai, bancamos o tio gago, fazemos um 'embromation' e nada... tínhamos uma bíblia pra rezar na ponta da língua, mas ali face to face a história muda de figura.
Claro que não tô generalizando, aliás admiro demais os que conseguem se comunicar e se fazer entender independente da situação. Mas com esse dom eu não fui agraciada. Sempre me comuniquei melhor escrevendo. Como dizia um amigo: "com um email seu, você consegue até a fórmula da coca-cola". É, realmente através das letras me faço entender melhor. Nunca tive grandes problemas com a fala, mas em alguns momentos importantes eu também "travei".
Seis anos de comércio. Não dá pra negar que isso ajuda demais né? O poder de persuasão de muitos vendedores é incrível e eu aprendi muito com isso. Mas, é venda... convencer do concreto é fácil. "Compra, porque esse produto é bom e vai te trazer muitas vantagens." E convencer do abstrato? "Fica, eu preciso dizer como eu me sinto..." - difícil, muito difícil... pelo menos pra mim. Se um dia eu quiser te dizer como eu me sinto, por favor, ouça! É um lapso desses que só dá a cada década.
Eu escrevo. E amo! É uma das minhas maiores paixões, aliás, já virou necessidade. Se tiver um texto meu dedicado a você, pode se achar... Eu escrevo com a minha alma, profunda e verdadeiramente. Quem já me inspirou a escrever pode acreditar que foi através de sentimentos e/ou sensações puras e intensas.
Porém, em um mundo completamente virtual, onde uma conversa 'olho no olho' muitas vezes é considerada bobagem, espero sinceramente não me prender demais nas palavras escritas e esquecer das vozes, dos sabores, dos cheiros... Não quero ser uma velhinha agarrada ao notebook e descrente nas pessoas. Quero vida além dos textos. Quero vida. E quero textos. 
Então que a pessoa escreve pelos cotovelos e não sabe a hora de parar. Tá, parei. Vou ouvir Kings Of Leon e tomar sorvete de Ferrero Rocher. Existe vida além do teclado... até amanhã pelo menos.

domingo, 24 de abril de 2011

Morra... e viva!

Ressurreição, renascimento... Essa época de Páscoa nos remete a uma viagem interior e ao desejo de renovação. São os ciclos da vida.
Perdeu um amor, ganhou uns quilinhos, o trabalho vai mal... e vem o desespero ao pensar que para o resto de nossas vidas poderemos viver nessa via crucis onde o fardo parece ser infinitamente mais pesado do que podemos suportar.

Já se permitiu morrer uma vez? Nesses momentos onde a dor parece arrancar aos poucos pedacinho por pedacinho do nosso coração? Quando o sofrimento torna-se insuportável a ponto de não querer viver mais... morra uma vez. Desfaleça. Ignore o mundo e jogue-se na sua escuridão. Recluse-se para pensar, pra chorar... chore. Até se cansar e perceber que as lágrimas às vezes funcionam como morfina para o martírio. Durma um pouco e respire... devagar... Morra um pouco.

Ninguém é forte o tempo todo e nem precisa ser. Entregue os pontos quando não der mais. Morra. Vá. Mas depois volte, ressurja.
Volte com o espírito novo. Brilhante. Volte com sua luz e ilumine o seu próprio caminho. Mesmo que não tenha resolvido nada, mesmo que os problemas ainda estejam lá, regresse forte. Altivo. Você é dono das suas escolhas e completamente responsável por suas decisões. Decida. Aceite. Busque.
Não podemos viver por ninguém além de nós mesmos então façamos bem feito. Pedras surgirão, a escuridão talvez volte... por isso morra. Morra e ressurja quantas vezes forem necessárias, em todos os ciclos que precisarem ser renovados. Renove-se. A revolução é constante. Evolua.


Morra e transforme.
Morra e progrida.
Morra... e viva!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A partida.

É sempre triste a notícia que algúem se foi... Principalmente alguém de seu convívio diário, que viveu tanta coisa junto, que foi tão importante para muitas pessoas que você ama...
E de repente, num rompante de suspiro, numa última respiração, a pessoa se vai. Pra sempre. Como aceitar que alguém que estava ali, há minutos, nunca mais voltará? A dor no peito e o inconformismo são inevitáveis, seja qual for a crença, nos primeiros momentos não há quem não sinta o vazio deixado por uma vida querida.
E nos resta pedir força a Deus. Força pra superar, seguir em frente, e principalmente força pra amparar os mais frágeis, os que ainda sofrerão por muito tempo com a ausência, força pra ajudar na plantação de um novo jardim no buraco negro que ficou no coração dos que nos rodeiam.
Ficam as lembranças, os momentos, as lições... muitas lições... entre elas a de que nosso corpo é uma máquina e pode parar a qualquer momento, portanto, cuidemos dele. Mas a mais importante das lições é respirar a coragem de sentir, expor os sentimentos ao mundo, independente de opiniões ou regras. Dizer hoje, porque amanhã pode não dar tempo. Esquecer mágoas, pôr fim aos joguinhos, engolir o medo e VIVER!
Fale, cuide, brigue, ame... enquanto há vida.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Carta aberta.

"Oi.
Eu já entendi que você não quer falar comigo. Então decidi te escrever. Sei que você lê tudo que eu escrevo. Lembra? Foi assim que a gente se aproximou... você dizia que amava ler o que eu escrevia... Então, esse texto agora é pra você.
Não entendo bem seu motivo pra querer fugir de mim, ou de nós. Na verdade, acho que eu entendo e só finjo não entender pra não doer mais.
Tudo que eu queria te dizer é que eu penso bastante em você. Mesmo com nosso distanciamento. Mesmo eu trabalhando tanto e com tantas coisas pra fazer. Eu penso mais de manhã... e a noite. Penso como era gostoso nossas conversas, e nossos carinhos. Eu só queria um pouco disso, entende?
Penso nas coisas bacanas que você dizia. Você sempre foi tão corajoso, sempre disse palavras tão intensas. É estranho não ter coragem de me enfrentar. Não enfrentar assim, de brigar, sabe? Mas enfrentar de dizer o que pensa, o que sente... ou o que não sente mais.
Eu queria poder olhar nos seus olhos pra ler o que se passa neles. Mas você não deixa. Eu só queria te abraçar de novo, pra poder sentir seu calor de pertinho... pra sentir se ainda existe calor, entende? Porque tá tudo tão frio, e eu não gosto de frio. Você sabe, eu chego a bater o queixo quando tá frio, não gosto. E eu não posso fazer você me tirar o frio, por isso eu preciso saber. Preciso saber se eu continuo te esperando pra me cobrir a noite, ou se faço um chá pra me esquentar. Eu sei que você prefere café, por isso eu preciso saber, tá me entendendo? A máquina de café quebrou, faz tempo que você não vem e eu não mandei consertar. Se você não me quiser mais, tudo bem, mas por favor, me fala. Eu nem mando a máquina para o conserto. Vou sentir falta. Muita. Não da máquina de café, vou sentir sua falta. Mesmo longe você está presente em tudo que eu faço, todos os dias. Só me esqueço um pouco quando estou estudando, mas no restante do tempo sempre lembro de você. Desculpa, não quero te sensibilizar com meu romantismo. É só um desabafo mesmo, de uma mulher que tem muito pra fazer, pra viver, mas que para a vida de vez em quando pra sentir saudade sua. Pensa direitinho... não vou morrer de amor se a gente se perder, nem posso garantir que você é o homem da minha vida inteira. Mas é o homem da minha vida. E seria bom se a gente tomasse um café de novo... depois que consertar a máquina.
Beijo."

domingo, 10 de abril de 2011

O sistema.

Aí você se olha no espelho e nota que apesar de tanta porrada não aprendeu nenhuma lição decente que te fizesse ser mais racional... ou menos romântica.
Numa tarde besta você tem um insight que de nada adianta esses testes de revistas dizerem que você é um arraso na cama. E que a cor do batom da moda fica péssimo em você.
Cai a ficha (com o perdão do termo arcaico) que você não passa de um objeto para a sociedade vender mais. E lucrar mais. Lucrar com seu sofrimento, com sua felicidade, com suas celulites novas. E a gente aceita. E a gente quer. E a gente quer ser aceita.
Por que mesmo usando a roupa que o mundo quer, comendo a comida que o mundo manda, ouvindo a música que o mundo impõe você ainda está aí, jogada no sofá com pacote de biscoitos que ficará por meses no seu culote?
Agir como o sistema: "Não demonstre sentimento, eles fogem. Não seja ciumenta, eles espanam. Não ganhe mais, eles piram." Apenas malhe pra dar um up no efeito anti-gravidade, faça sexo duas ou três vezes por semana sem pudor e tenha algo de interessante pra conversar. Afinal, como diria Tati Bernardi: "a gente só quer ter com quem rir no final do dia e ganhar uns beijos no lugar certo."
A complexidade da simplicidade é enlouquecedora. Siga o fluxo, é simples, porém, previsível. Ou seja você, é doloroso às vezes, no entanto, é original.
Confuso? Estranho? E o que mais podemos esperar de um lugar onde chorar é sinônimo de fraqueza e a indiferença transmite poder?
Vontade de apertar aquele botãozinho, mandar as convenções para os ares e... xá pra lá. Esse é um mundo de matrix onde certas dimensões ainda não nos foram disponibilizadas. Sabe lá se um dia serão.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dorme comigo?



Vem dormir comigo? Vem. Quero sentir você pertinho essa noite. Vai, puxa o lençol, dorme aqui. Deixa eu passar a mão no seu rosto antes de fechar os olhos. Tô com saudade do seu carinho. Vem. Quero sentir sua respiração no meu ouvido. E rir um pouco antes de pegar no sono.
Deixa a chave do carro em cima da mesa e fica. Gosto tanto quando você mexe no meu cabelo. E fica com os olhos pesados querendo dormir. Deixa eu olhar de novo pra sua carinha de sono. Eu quero ter seu braço na minha cintura essa noite.

Fica amor. Tenho tido sonhos ruins. Eu preciso de você pra me proteger durante a madrugada. O timbre da sua voz me acalma. Deixa eu dormir segurando sua mão. A gente pode ver um filme antes. E eu faço café pra você amanhã cedinho. Prometo não te deixar perder a hora. Mas dorme aqui, vai.
Podemos deixar o rádio ligado. E dormir ouvindo Elvis... Posso escrever um poema pra você.
Coloco dois cobertores, pra não puxar seu lado. Te faço massagem se quiser. Fica, pra eu poder abrir os olhos e continuar sonhando com você pertinho. Só essa noite, amanhã você vai. Dorme comigo essa noite, meu amor, dorme.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Decifra-me.

Decifra-me.
Enxerga a malícia da minha respiração.
Tateia os arrepios das minhas costas.
Entenda a verdade do meu sorriso.
Desvenda o mistério do meu olhar.

Envolva-me.
Passeia em minhas curvas sem pressa.
Sussurra meu nome outra vez.
Aproprie-se das minhas mãos. Usa.
Faz do seu corpo minha toalha.

Devora-me.
Me faça sorrir.
Me faça sentir.
Me faça mulher.

Decifra-me.