sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um pouco de céu

E de repente eu aprendi a me conhecer. Me reconhecer. Decifrar sonhos antigos e descartar velhos gostos. Hoje eu cultuo a simplicidade dos momentos, palavras, pessoas... O valor maior é atribuído pela sensação de pequeno céu que alguns conseguem oferecer. E você me trouxe um pouco de céu. Depois do período tempestuoso, veio o cinza e enfim, as nuvem alvas. Mas o céu mesmo, isso foi você quem trouxe. Lindo, azul... hora enfeitado por pontos brilhantes que despencam vez em quando causando gargalhadas e pedidos; hora claro e quente, como se os olhos enxergassem o calor e levassem ao fundo da alma. E então a alma fica aquecida, com aquela impressão de eternidade doce que a gente sabe que um dia, na verdade, pode passar. Mas dane-se o que a gente sabe. Já banquei a sabida demais e nem sempre com boas pontuações. Talvez, retirando o casaco do orgulho eu possa me permitir errar... e aprender de novo. Nesse pedaço de céu eu aprendo mais depressa. Ou desaprendo, vai saber. Desaprendo a me cuidar, já que em tanto tempo fazendo isso só aconteceu tropeço. Acho que não sou uma boa mãe pra mim. Talvez deva ficar um pouco mais e aprender a ser cuidada. É só um pedaço de céu, mas cabe a gente. Cabem os delírios e algum carinho. De manhã tem café e trânsito. Mas no final do dia, tem um pouco do céu me esperando chegar... e é muito bom saber disso.

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