quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A bailarina.



















Não poderia deixar de falar de dança no dia de hoje, o dia da bailarina!
Não vou falar exatamente de ballet, isso ficou num passado distante (precisamente nos meus 07 ou 08 anos). Até porque o termo "bailarina" não vem de ballet, e sim de "bailar", ou seja, "dançar". Bailarina nada mais é do que Dançarina. Porém no Brasil os dois termos ganharam conotações diferentes. Usa-se "dançarina" quando alguém sem técnica ou estudo simplesmente dança (leia-se "Carla Perez"). Já "bailarina" ganhou status de profissionalização. Chamar uma bailarina de dançarina, meu amigo... é pedir pra morrer!
Sempre dancei quando pequena, mas fiquei longe desse mundo por muito tempo. Há menos de dois anos resolvi levar a dança a sério e me dedicar meeesmo. Como toda boa CDF, estudo e estudo muito para poder dar à dança o seu devido respeito. Vejo vídeos, leio artigos, ensaio em casa, enfim, tudo para não fazer feio diante essa arte tão linda.
Para quem ainda não sabe, a minha dança hoje é a Dança do Ventre. No início eram duas horas por semana. Hoje, cerca de um ano e meio depois, pratico quatro horas de aula por semana, fora os exercícios em casa e os sempre presentes ensaios para apresentações. Minha professora tem um grupo de danças, e no início do ano tive a felicidade de ser convidada para integrar à troupe. Sempre há apresentações em eventos, e isso faz com que nossa relação com a dança fique cada vez mais próxima.


Proximidade... é essa a palavra. A dança nos aproxima de nós mesmos, no caso da Dança do Ventre nos aproxima de nosso feminino também. Sim, porque não há outra dança tão feminina.


Leio muito, estudo, ouço histórias, e o que eu aprendi é que até hoje não há uma versão definitiva sobre o surgimento dessa dança no mundo. Não há registros.


O que dizem é que talvez seja a dança mais antiga que existe, desde a era Matriarcal (se você não sabe o que foi a era Matriarcal, por favor pesquise no google porque eu não vou explicar ok?). Conta-se que as mulheres reverenciavam a Deusa-Mãe pelo dom divino da maternidade. E faziam isso usando movimentos que simulavam o trabalho de parto. Com o tempo perceberam que repetir tais movimentos as ajudavam na tal hora sofredora (o parto, ui!).


Bom, mas aí os homens descobriram que as mulheres não eram tão divinas assim (que ódio!) porque sim, eles também tinham participação no ato de procriar. Daí veio a era Patriarcal (mesmo esquema do google tá) e virou o que virou hoje: os homens se acham "os" caras e nós mulheres (tão boazinhas) não vamos quebrar o encanto né...


Depois disso a dança foi pulverizada pelo mundo todo e cada povo a abraçou de uma forma peculiar. Gente, que fique claro que não afirmo nada disso, são descrições baseadas em pesquisas feitas por mim, porém sem nenhum atribuição científica visto que, como eu mencionei, não há registros.


A história dessa dança é tão rica que daria um livro, mas não quero me estender muito. Na realidade entrei nessa história para passar um pouquinho do orgulho enorme que eu tenho em representar essa arte. Em ser bailarina!


Mais do que aprimorar o audição musical, é ter sensibilidade aos acordes. Mais do que ter técnica para soltar o quadril, é sentir o coração pulsando no "dum" da música. Mais do que um corpo mais desenhado, é se descobrir linda dançando! E mais, muito mais que todos esses presentes que a dança me trouxe, estão as pessoas... pessoas lindas e iluminadas que moram no meu coração e sou muito grata à dança por me apresentar à essas pessoas. Amigas, irmãs... bailarinas deslumbrantes! Amo todas vocês meninas!



















"A alma do filósofo vive em sua cabeça,
a alma do poeta vive em seu coração,
a alma do cantor vive em sua garganta,
mas a alma da bailaina habita seu corpo todo."  - Khalil Gibran

2 comentários:

  1. vendo sua paixão pela dança hoje, vêem em minha mente as imagens de vc garotinha, na escolinha de balet ou em casa ao som de "balão mágico", em especial aquela música "ursinho do meu coração",lembra? lembrando o grande poetinha vinicius de moraes:
    Menininha do meu coração
    Eu só quero você
    A três palmos do chão
    Menininha não cresça mais não
    Fique pequenininha na minha canção
    Senhorinha levada
    Batendo palminha
    Fingindo assustada
    Do bicho-papão

    Menininha, que graça é você
    Uma coisinha assim
    Começando a viver
    Fique assim, meu amor
    Sem crescer
    Porque o mundo é ruim, é ruim e você
    Vai sofrer de repente
    Uma desilusão
    Porque a vida é somente
    Teu bicho-papão

    Fique assim, fique assim
    Sempre assim
    E se lembre de mim
    Pelas coisas que eu dei
    Também não se esqueça de mim
    Quando você souber enfim
    De tudo o que eu amei.

    te amo de montão minha menininha!

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