sábado, 2 de outubro de 2010

É chegada a hora!

Eu relutei muito em escrever sobre esse assunto. Ainda mais a essa altura do campeonato... Mas não resisti em dar meu pitaco com relação a esse circo todo.

É amanhã. Amanhã temos uma de nossas maiores missões como cidadãos: votar e decidir quem assume o comando do nosso País. Não dá para esquecer que os maiores interessados na eleição de novos (ou não tão novos) governantes, somos nós. Afinal, é para o povo que eles vão governar. São nossos interesses que eles irão defender. É como se fôssemos donos de uma mega empresa e tivéssemos que decidir quem a iria dirigir. Com certeza iríamos pesquisar muito sobre os canditatos ao cargo. Seus antepassados, suas experiências, etc. Para um cargo desses, não dá para escolher o mais bem humorado ou a mulher a mais interessante. Isso é sério pessoal, muito sério.

Mas acho que a apatia do nosso povo em relação à política é uma questão educacional. Ninguém aprende na escola a seriedade implícita no nosso poder de decisão de mudar o País. E se aprendemos alguma coisa, isso não tem continuidade em casa. Sério, não me lembro de ouvir minha mãe falar o quanto o meu voto é importante para a nação.


Engraçado pensar que um direito tão defendido e tão recentemente conquistado (sim, porque não faz tanto tempo que tivemos o "Diretas Já"), não seja devidamente valorizado. É aquela velha história: "quero tanto que quando consigo perde a graça".

Se olharmos um pouco para o lado, quantos paises ainda vivem em regime de opressão, onde não se tem o direito de falar e reinvindicar o que se deseja? Não estou aqui batendo palmas para a nossa pseudo democracia, apenas estou frisando que temos uma das melhores armas de combate e simplesmente não apertamos o gatilho. Por medo, por comodismo, por conveniência...

Comentar sobre o perfil de nossos canditados (a quê quer que seja) chega a ser desanimador, eu sei. O horário eleitoral virou um show de Stand Up misturado com Playboy TV passando pela Igreja do pastor sei-lá-o-que. Chega a ser bizarro tanto absurdo! Mas também creio ser uma questão de educação a formação de nossos candidatos. Enquanto não tivermos uma base sólida nas escolas, com pais também preparados, não se poderão formar cidadãos capacitados para a política. Salvo algumas raras exceções (ainda bem!).

Enquanto essa visão utópica não vira realidade, temos que cozinhar com os ingredientes disponíveis mesmo. Talvez não saia um banquete, mas se todos coloborarmos um pouquinho, ao menos vamos conseguir comer (razoavelmente) por mais quatro anos... Pensem nisso!!!

Beijokas!

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